O antigo número três mundial, Wawrinka, despediu-se do ténis profissional depois de perder frente ao checo Jiří Lehečka na primeira ronda do Swiss Indoors Basel, na terça-feira, 27 de outubro de 2026.
O suíço foi derrotado por 7-5 e 7-6 (7-2), encerrando assim uma carreira notável que começou em 2002 e se prolongou por mais de duas décadas.
Wawrinka já tinha anunciado, em dezembro de 2025, que a temporada de 2026 seria a última da sua carreira. Ao longo dos anos, conquistou três títulos do Grand Slam em singulares e 16 troféus ao nível do circuito, tendo alcançado o terceiro lugar do ranking mundial em 2014.
O seu primeiro grande triunfo num torneio do Grand Slam aconteceu no Open da Austrália de 2014. Nessa edição, derrotou Novak Djokovic nos quartos de final e venceu Rafael Nadal na final, conquistando o primeiro dos seus três títulos mais importantes.
Em 2015, voltou a surpreender o mundo do ténis ao conquistar Roland Garros. Pelo caminho, eliminou Roger Federer nos quartos de final e derrotou Djokovic na final, impedindo o sérvio de completar o Grand Slam de carreira naquele ano.
O terceiro título chegou no Open dos Estados Unidos de 2016, quando voltou a superar Djokovic na final. A campanha incluiu também um encontro exigente frente ao britânico Dan Evans.
Um dos aspetos mais impressionantes da carreira de Wawrinka foi o facto de ter vencido as três finais de Grand Slam frente a jogadores que ocupavam o primeiro lugar do ranking mundial na altura. A sua capacidade para atingir o melhor nível nos momentos decisivos tornou-o um dos jogadores mais respeitados da sua geração.
O suíço permaneceu durante 267 semanas entre os dez primeiros do mundo e conquistou ainda um título de Masters 1000. Nos Jogos Olímpicos de Pequim, em 2008, ganhou a medalha de ouro em pares ao lado do compatriota Roger Federer.
Wawrinka também desempenhou um papel importante na conquista da Taça Davis pela Suíça, em 2014, reforçando o seu legado no ténis internacional.
Ao longo da carreira, destacou-se pela potência dos seus golpes, pela precisão e pela capacidade de competir contra os melhores jogadores do mundo. As suas conquistas nos maiores palcos do ténis garantiram-lhe um lugar de destaque na história da modalidade.
Após a sua despedida, Novak Djokovic prestou homenagem ao suíço, elogiando o seu talento, a força dos seus golpes, a precisão e o espírito competitivo.
A saída de Wawrinka assinala o fim de uma carreira marcada por grandes conquistas, encontros memoráveis e uma capacidade singular de entusiasmar os adeptos. A despedida em Basileia encerra um capítulo importante do ténis, mas o seu legado permanecerá ligado a alguns dos momentos mais marcantes da modalidade nas últimas duas décadas.
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