Tiger Woods decidiu não assumir o papel de capitão da equipe dos Estados Unidos na Ryder Cup de 2027, na Irlanda, segundo a PGA of America. A decisão ocorre pouco depois de o golfista de 50 anos se envolver em um acidente de carro na Flórida, onde foi detido e acusado de dirigir sob efeito de álcool, além de danos materiais e recusa em realizar um teste legal. Ele se declarou inocente por meio de seus representantes legais.
Após o incidente, Woods anunciou que se afastará do golfe profissional para focar em sua saúde e passar por tratamento. Um juiz concedeu permissão para que ele viaje ao exterior para receber cuidados, já que sua equipe médica recomendou um programa de reabilitação intensivo e altamente personalizado em um ambiente privado, longe da atenção pública. Seu advogado afirmou que esse tipo de tratamento não pode ser realizado de forma eficaz nos Estados Unidos devido à constante exposição da mídia.
A PGA of America expressou apoio a Woods, elogiando sua decisão de priorizar seu bem-estar a longo prazo e reconhecendo a dificuldade de uma escolha tão pessoal. A organização acrescentou que atualizações sobre a capitania da Ryder Cup serão fornecidas em momento oportuno.
Woods representou os Estados Unidos na Ryder Cup oito vezes entre 1997 e 2018, com sua única vitória ocorrendo em 1999. A edição de 2027 do torneio está programada para acontecer em Adare Manor, de 17 a 19 de setembro. Enquanto isso, a Europa será liderada por Luke Donald, cuja capitania para um terceiro mandato foi recentemente confirmada.
As autoridades relataram que Woods parecia debilitado no local do acidente, apresentando sinais físicos como letargia e pupilas dilatadas. Dois comprimidos identificados como hidrocodona, um opioide analgésico, também foram encontrados em sua posse. O golfista tem um histórico de lesões e cirurgias após um grave acidente em 2021, o que limitou suas participações nas últimas temporadas.
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