Tadej Pogacar voltou a demonstrar a sua superioridade na Volta a França de 2026 ao conquistar mais uma vitória convincente, a terceira nesta edição da prova. O campeão em título atacou nos quilómetros finais da 10.ª etapa, venceu isolado e reforçou a liderança da classificação geral, aumentando a vantagem para mais de três minutos sobre o principal rival, Jonas Vingegaard.
Depois do primeiro dia de descanso da competição, a etapa de montanha de 166,6 quilómetros entre Aurillac e Le Lioran era apontada como uma excelente oportunidade para Vingegaard reduzir a diferença. O ciclista dinamarquês tinha derrotado Pogacar ao sprint na mesma chegada durante a edição de 2024, alimentando a expectativa de mais um duelo equilibrado entre ambos.
Os adeptos franceses também depositavam grandes esperanças em Paul Seixas, jovem promessa de apenas 19 anos, que procurava brilhar no Dia da Bastilha. O francês realizou uma exibição sólida e terminou no terceiro lugar, mas não conseguiu responder ao ataque decisivo lançado por Pogacar na fase final da etapa.
O esloveno acelerou a cerca de 15 quilómetros da meta e rapidamente abriu uma vantagem impossível de anular pelos restantes favoritos. Cruzou a linha de chegada com 32 segundos de vantagem sobre Remco Evenepoel, que terminou em segundo, enquanto Seixas completou o pódio. Vingegaard foi sétimo, a 44 segundos de Pogacar, ficando agora a 3 minutos e 36 segundos do líder da geral.
O tetracampeão da Volta a França revelou que a sua equipa tinha definido esta etapa como um dos principais objetivos. Pogacar recordou a derrota frente a Vingegaard em Le Lioran, há dois anos, e mostrou-se satisfeito por ter conseguido inverter o resultado, apesar do enorme desgaste sentido nos quilómetros finais.
Richard Carapaz ainda tentou agitar a corrida com um ataque na subida ao Puy Mary, mas Pogacar respondeu na penúltima ascensão antes de se isolar definitivamente rumo à terceira vitória numa etapa disputada no Dia da Bastilha e ao 24.º triunfo da sua carreira na Volta a França.
Vingegaard liderou inicialmente o grupo perseguidor, enquanto Remco Evenepoel perdeu contacto temporariamente antes de recuperar na descida e realizar um forte final de etapa para assegurar o segundo lugar. Embora o dinamarquês tenha conseguido limitar as perdas durante grande parte do percurso final, acabou por ceder mais alguns segundos importantes nos quilómetros decisivos.
Apesar do revés, Vingegaard mostrou-se confiante após a etapa, afirmando que a sua condição física continua a melhorar e manifestando a convicção de que as longas subidas das próximas jornadas serão mais favoráveis às suas características.
O britânico Tom Pidcock viveu um momento de grande susto ao sofrer uma queda durante a descida do Puy Mary. Ainda assim, conseguiu recuperar e concluir a etapa na nona posição, resultado que lhe permitiu subir ao décimo lugar da classificação geral.
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