O primeiro-ministro Andy Burnham convidou o nadador escocês Archie Goodburn para uma reunião privada, depois de o atleta dos Jogos da Commonwealth ter feito um apelo emocionado por um maior investimento na investigação do cancro cerebral.
Goodburn, que vive há mais de dois anos com tumores cerebrais inoperáveis, comoveu o público durante uma entrevista no programa BBC Breakfast, onde pediu ao Governo que desse aos doentes "uma oportunidade para lutar pelas nossas vidas". Burnham respondeu através das redes sociais, agradecendo a coragem do nadador de 25 anos e manifestando o desejo de ouvir pessoalmente as suas preocupações.
Desde o seu diagnóstico, Goodburn tornou-se uma das principais vozes na sensibilização para o cancro cerebral no Reino Unido. Durante os recentes Jogos da Commonwealth, realizados em Glasgow, afirmou esperar que, no futuro, o cancro cerebral deixe de ser a principal causa de morte por cancro entre pessoas com menos de 40 anos.
Na sua mensagem dirigida ao primeiro-ministro, defendeu a nomeação de um responsável nacional dedicado exclusivamente ao cancro cerebral, bem como um reforço do financiamento para melhorar o acesso dos doentes a ensaios clínicos inovadores já disponíveis em países como os Estados Unidos, a Austrália e a China.
Embora o Parlamento tenha aprovado recentemente a Lei dos Cancros Raros, Goodburn considera que a legislação não responde de forma adequada aos desafios enfrentados pelos doentes com cancro cerebral.
Na sua opinião, a criação de apenas dois cargos de liderança em regime de tempo parcial para supervisionar 14 tipos diferentes de cancros raros é insuficiente para promover avanços significativos no combate a uma das formas mais letais da doença.
O nadador continua a defender uma ação governamental mais robusta, afirmando que os doentes e as suas famílias enfrentam um sofrimento desnecessário enquanto os progressos na investigação e nos tratamentos permanecem limitados.
O convite de Burnham foi recebido como um passo positivo, mas Goodburn espera que o encontro resulte em mudanças concretas nas políticas públicas e não apenas num aumento da sensibilização para o problema.
A sua campanha continua focada em garantir mais financiamento para a investigação, ampliar o acesso a tratamentos inovadores e melhorar as perspetivas para as futuras gerações de doentes com cancro cerebral.
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