Mais de 100 jovens jogadores de squash provenientes de academias de toda a Nigéria reuniram-se em Abuja para a segunda edição da Squash Premier League 2026, um campeonato de base criado para desenvolver talentos e capacitar os jovens através do desporto.
A competição, que decorrerá durante um mês e é organizada pela Beacon of Positivity Foundation (BOPF), teve início no Moshood Abiola National Stadium, Package B, com ações de formação para treinadores e árbitros antes dos jogos programados para decorrer entre 5 e 30 de agosto.
O torneio inclui competições nas categorias sénior, membros de clubes, sub-15, sub-19 e pares, proporcionando aos participantes competição regular e oportunidades de desenvolvimento técnico.
O fundador da Squash Premier League e da BOPF, o treinador T. Connor Tuodolo, afirmou que a iniciativa foi criada para oferecer às crianças uma alternativa positiva à vida nas ruas, ao mesmo tempo que lhes proporciona importantes competências para a vida.
Segundo ele, o campeonato registou um crescimento notável desde a edição inaugural, com a participação a aumentar de 26 jogadores para mais de 105 este ano, refletindo um renovado interesse pelo squash em todo o país.
Tuodolo acrescentou que a liga combina a competição com ações de formação para treinadores e árbitros, melhorando o conhecimento técnico dos atletas e a sua compreensão global da modalidade.
No entanto, identificou a falta de financiamento como o maior desafio enfrentado pela iniciativa, observando que esta tem sobrevivido, em grande parte, graças ao compromisso pessoal, ao apoio de voluntários e às contribuições de pessoas apaixonadas pelo desenvolvimento da juventude.
A antiga internacional nigeriana e fundadora da Dasby's Sports Development Association, a treinadora Longi Dasbak, descreveu a competição como um importante impulso para o desenvolvimento do squash de base.
Ela apelou ao governo e às organizações privadas para investirem mais na modalidade através de campanhas de sensibilização e da construção de mais campos de squash, salientando que o squash continua a receber pouca atenção na Nigéria, apesar do seu estatuto olímpico.
Os jovens participantes também manifestaram otimismo quanto às oportunidades proporcionadas pelo campeonato.
Edna Philip, de 15 anos, afirmou que a competição a ajudará a concretizar a ambição de se tornar uma das melhores jogadoras de squash do mundo, enquanto o vice-campeão da edição anterior, Nanme Rindaps, disse estar determinado a dar um passo em frente e conquistar o título.
Os organizadores demonstraram confiança de que a competição em crescimento continuará a servir de plataforma para descobrir futuros campeões, ao mesmo tempo que promove a disciplina, a autoconfiança e valores positivos entre os jovens nigerianos.
Espera-se que o campeonato fortaleça ainda mais o desenvolvimento do squash de base, oferecendo aos jovens atletas uma plataforma competitiva para demonstrarem as suas capacidades e incentivando uma maior participação na modalidade em toda a Nigéria.
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