O ciclista italiano da Ineos Grenadiers mostrou total superioridade, deixando os restantes concorrentes a grande distância. O neerlandês Thymen Arensman terminou em segundo lugar, a 1 minuto e 54 segundos, enquanto o francês Rémi Cavagna foi terceiro, mais cinco segundos atrás, numa tirada de 42 quilómetros que criou diferenças significativas entre os corredores.
A etapa revelou-se particularmente dura para os candidatos à classificação geral. Jonas Vingegaard, um dos principais favoritos à partida, não foi além do 13.º lugar, perdendo três minutos para Ganna. Apesar do revés, o dinamarquês mantém-se bem colocado na luta pela camisola rosa, ocupando o segundo lugar da geral, a apenas 27 segundos do líder.
O português Afonso Eulálio manteve a liderança da classificação geral apesar de um dia difícil, terminando longe dos primeiros da etapa e vendo a sua vantagem reduzir-se. Já Arensman subiu ao terceiro lugar da geral, intensificando ainda mais a luta pela liderança.
O percurso de 42 km, o mais longo contrarrelógio num Grande Volta em mais de uma década, criou grandes diferenças entre os ciclistas, com muitos atletas visivelmente desgastados na chegada.
Ganna, antigo campeão mundial de contrarrelógio, registou uma média impressionante de cerca de 55 km/h, confirmando o seu estatuto de grande favorito. A sua equipa, recentemente reforçada com um novo acordo de patrocínio, continua a consolidar o seu regresso ao topo do ciclismo profissional.
Após a vitória, Ganna destacou o trabalho da equipa e reconheceu a dificuldade do esforço, sublinhando os limites físicos atingidos pelos ciclistas. Com ainda cerca de duas semanas de corrida pela frente, reforçou a importância da recuperação e da concentração na fase decisiva do Giro.
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