Fredrik Dversnes garantiu a maior vitória da sua carreira no domingo ao vencer a 15ª etapa do Giro d’Italia, aproveitando uma fuga em um final caótico em Milão.
O ciclista norueguês cruzou a linha de chegada à frente do trio italiano formado por Mirco Maestri, Martin Marcellusi e Mattia Bais, enquanto o esperado sprint do pelotão não chegou a se concretizar em circunstâncias atípicas.
A etapa de 157 quilómetros entre Voghera e Milão, inicialmente prevista para favorecer os sprinters, sofreu uma reviravolta dramática depois de os ciclistas levantarem preocupações sobre a segurança no circuito final. Os organizadores foram obrigados a neutralizar os últimos quilómetros para efeitos da classificação geral, antes de estenderem a decisão a toda a última volta.
Apesar da interrupção, o resultado da etapa foi mantido, permitindo a Dversnes celebrar um triunfo histórico para a Uno-X Mobility, o primeiro da sua carreira profissional desde o Arctic Race of Norway do ano passado.
Jonas Vingegaard manteve a camisola rosa de líder da classificação geral, com uma vantagem de dois minutos e 26 segundos sobre Afonso Eulálio, após o desfecho inesperado da etapa.
Vingegaard explicou após a corrida que os ciclistas concordaram unanimemente que o circuito final não era seguro, levando a conversas com os organizadores, que acabaram por ajustar o final. Acrescentou ainda que o pelotão partilhava essas preocupações e elogiou a resposta dos responsáveis.
O desfecho invulgar da etapa ofuscou o que seria um final ao sprint tradicional, transformando a corrida numa oportunidade para a fuga, totalmente aproveitada por Dversnes.
A atenção vira agora para a semana decisiva final do Giro d’Italia, que começa após um dia de descanso na segunda-feira. A prova retoma com uma exigente etapa de montanha entre Bellinzona e Cari, na Suíça, onde a luta pela classificação geral deverá intensificar-se.
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