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SAIS 2026: CEO da ASN, Asher Alon, mobiliza stakeholders para reconstruir a cultura desportiva da Nigéria e impulsionar o investimento

Posted : 11 February 2026

O Diretor-Geral da Africa Sports Network (ASN), Sr. Asher Alon, proferiu um discurso apaixonado e reflexivo na 2ª edição da Sports Africa Investment Summit (SAIS 2026), em Lagos, instando os stakeholders a reconstruírem a cultura desportiva da Nigéria como passo fundamental para desbloquear investimentos significativos no setor.

Alon discursou na cimeira realizada no National Theatre, em Iganmu, onde investidores, decisores políticos, executivos desportivos, atletas e profissionais da comunicação social se reuniram sob o tema: “O Futuro do Desporto em África – Estratégias de Financiamento e Investimento para Desbloquear Oportunidades de Infraestrutura e Comércio”.

A SAIS 2026 foi realizada no National Theatre, Iganmu, Lagos.

Embora muitos debates na cimeira tenham sido centrados em modelos de financiamento, reformas de governação e transformação digital, Alon direcionou a conversa para o que descreveu como o elo perdido na economia desportiva da Nigéria: a cultura.

Asher afirmou: “O desporto é cultura, não um negócio de compra e venda de jogadores.”

Com base nos seus 17 anos de experiência em toda a África, Alon observou que o desporto na Nigéria tem gradualmente passado de uma atividade comunitária para um modelo de negócio individual focado na descoberta e venda de talentos, em vez da construção de equipas e comunidades de adeptos.

“Um menino a jogar futebol na rua não está a pensar em tornar-se Messi ou Ronaldo.
Ele só quer divertir-se. Mas hoje os pais e as academias empurram as crianças para o desporto como um negócio, à procura de diamantes para vender. Não é assim que se constrói o desporto. O desporto é cultura.”

Segundo ele, essa mentalidade tem corroído a base orgânica de adeptos que deveria sustentar naturalmente ligas locais como a Nigeria Premier Football League (NPFL).

Alon também enfatizou que estádios vazios enfraquecem o ecossistema, podendo desencorajar o investimento no setor desportivo nigeriano.

O Diretor-Geral da ASN traçou um quadro claro das consequências desse declínio cultural, citando a fraca assistência aos jogos da NPFL, mesmo em cidades densamente povoadas como Lagos.

“Vai-se aos jogos da NPFL e o estádio está 90 por cento vazio. Esta é a principal liga do país.
Porque não trazer crianças dos bairros para encher o estádio? Dêem-lhes água em saquetas, deixem-nos apoiar, deixem-nos divertir-se. É assim que se constroem adeptos e cultura.”

Ele sublinhou que estádios vazios afastam patrocinadores, reduzem o valor de transmissão e acabam por colapsar o ecossistema desportivo.

Alon descreveu ainda o governo como um facilitador, enquanto os meios de comunicação social são os amplificadores.

Em vez de defender elevados gastos públicos, Alon propôs medidas simples de facilitação política, como incentivos fiscais que permitam às empresas deduzir uma percentagem do patrocínio desportivo dos seus impostos.

Ele também desafiou os media nigerianos pela sua atenção excessiva às ligas estrangeiras, negligenciando as competições locais.

“Se os media não falarem da NPFL, da NNL ou do râguebi, os adeptos não virão e os patrocinadores também não.”

Alon lamentou ainda o desaparecimento de espaços abertos onde as crianças antes brincavam livremente, substituídos por painéis publicitários e estruturas comerciais.

“Elevem os painéis publicitários o suficiente para que as crianças ainda possam jogar. Isso é facilitação que não custa nada ao governo, mas constrói cultura desportiva.”

Para além da perspetiva cultural de Alon, outros oradores analisaram as barreiras estruturais e financeiras que impedem o fluxo de investimento para a indústria desportiva da Nigéria.

Um especialista em financiamento por dívida destacou que a fraca governação, a pouca transparência e a falta de responsabilização nas federações e clubes desportivos continuam a ser grandes sinais de alerta para investidores, especialmente financiadores estrangeiros.

“Os investidores querem garantias de que os fundos serão utilizados para o fim a que se destinam. A fraca governação desencoraja a entrada de capital no desporto”, afirmou.

Outros intervenientes apontaram também riscos regulatórios e institucionais, onde mudanças frequentes de liderança em organismos desportivos e no governo levam frequentemente ao abandono de projetos de longo prazo, tornando os investidores relutantes em comprometer recursos em infraestruturas com horizontes de 10 a 20 anos.

Todos concordaram que existe valor inexplorado nos ativos intangíveis do desporto.

Os participantes observaram que as organizações desportivas muitas vezes ignoram o valor dos ativos intangíveis incorporados nos contratos dos jogadores, nos direitos de marca e nos direitos mediáticos, que podem ser estruturados em modelos de financiamento para dar confiança aos credores.

“Há valor nos contratos dos jogadores e nos direitos mediáticos que os financiadores podem usar como garantia no financiamento de projetos desportivos.”

Outra recomendação fundamental foi a necessidade de criar produtos de financiamento sustentável específicos para o desporto, semelhantes aos financiamentos ligados a critérios ESG existentes noutras indústrias.

Os oradores explicaram que Instituições Financeiras de Desenvolvimento (DFIs) e bancos podem criar quadros de financiamento associados a resultados sociais e de governação no desporto, como desenvolvimento juvenil, inclusão de género e envolvimento comunitário, tornando o setor elegível para grandes fundos de impacto já disponíveis.

As discussões centraram-se ainda na forma como a tecnologia digital pode descentralizar e modernizar as federações desportivas, melhorar a gestão de dados, reforçar a transparência e desbloquear novas fontes de receita através de plataformas de envolvimento de adeptos, streaming e gestão de direitos mediáticos.

Os stakeholders concordaram que as federações devem evoluir de meros órgãos reguladores para instituições geridas de forma profissional e comercialmente viáveis, capazes de atrair a participação do setor privado.

A SAIS 2026 baseia-se nos alicerces da cimeira inaugural ao mudar o foco da identificação de problemas para a criação de quadros acionáveis de investimento, governação e financiamento para a economia desportiva africana.

Contudo, a intervenção de Alon serviu como um forte lembrete de que, antes do financiamento, das infraestruturas e das ferramentas digitais, o desporto deve regressar às comunidades onde a cultura nasce.

À medida que os stakeholders procuram mobilizar milhares de milhões em investimento para o futuro do desporto em África, a mensagem da cimeira foi clara:
Reforçar a governação para atrair investidores
Adotar ferramentas digitais para desbloquear receitas
Implementar políticas que permitam a entrada de capital privado

Só então, concordaram os participantes, a Nigéria e África poderão posicionar verdadeiramente o desporto como um motor viável de crescimento económico, comércio e desenvolvimento social.

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