Os dois pilotos da Ferrari envolveram-se numa disputa tensa logo na primeira volta no México, com ambos a saírem da pista enquanto lutavam pelas posições. O incidente prejudicou as possibilidades da Ferrari de conquistar os dois primeiros lugares, permitindo que Max Verstappen aproveitasse a situação para vencer a corrida. Hamilton terminou em segundo lugar, enquanto Leclerc cruzou a linha de chegada na quarta posição, depois de receber uma penalização de cinco segundos.
Hamilton ficou particularmente insatisfeito com o incidente e pediu conversações sobre a forma como os pilotos da Ferrari devem competir entre si. O heptacampeão mundial afirmou que continuava frustrado e que pretendia falar abertamente sobre a situação.
Vasseur confirmou que se reuniu com os dois pilotos na noite de quinta-feira para abordar as suas preocupações e reforçar as expectativas da equipa. Explicou que, embora Hamilton e Leclerc sejam naturalmente competitivos, devem demonstrar respeito um pelo outro e, acima de tudo, pela Ferrari, pelos seus funcionários e pelos seus adeptos.
O francês também reconheceu que a equipa falhou coletivamente ao não conseguir transformar a sua forte posição no México no resultado que pretendia. Sublinhou que a prioridade da Ferrari deve permanecer a mesma, independentemente das ambições pessoais dos pilotos, acrescentando que a mensagem transmitida durante a reunião continuará a orientar a equipa.
Vasseur também rejeitou as sugestões de que Leclerc demonstra uma agressividade fora do comum quando compete contra os seus companheiros de equipa. Para sustentar o seu argumento, destacou a excelente ultrapassagem do piloto monegasco sobre Verstappen em Austin, descrevendo-a como um exemplo de pilotagem competitiva que não resultou em qualquer contacto entre os carros.
Entretanto, o diretor da equipa Mercedes, Toto Wolff, manifestou compreensão pela posição de Vasseur, comparando a situação com a difícil rivalidade que anteriormente teve de gerir entre Hamilton e Nico Rosberg. A competição entre ambos na Mercedes tornou-se particularmente intensa durante a temporada de 2016, quando os dois pilotos colidiram na primeira volta do Grande Prémio de Espanha e abandonaram a corrida.
Wolff afirmou que gerir dois pilotos altamente competitivos pode ser um desafio, sobretudo quando lutam pelas primeiras posições sob intensa atenção dos meios de comunicação social. Sugeriu que incidentes importantes podem, por vezes, tornar-se pontos de viragem necessários, obrigando os pilotos a reconhecer os limites de um comportamento aceitável e as suas responsabilidades perante toda a equipa.
O responsável da Mercedes destacou que o respeito pela organização e pelos milhares de profissionais que trabalham nos bastidores deve continuar a ser fundamental em qualquer rivalidade entre pilotos. Os seus comentários refletem as dificuldades que Vasseur enfrenta atualmente na tentativa de manter a Ferrari unida, permitindo simultaneamente que os dois pilotos compitam ao mais alto nível.
Com a aproximação do Grande Prémio do Brasil, a Ferrari espera que as conversações tenham resolvido o desentendimento e que Hamilton e Leclerc possam concentrar-se em alcançar bons resultados para a equipa.
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