A Fórmula 1 aprovou alterações nos regulamentos dos motores para a temporada de 2027, reduzindo a potência elétrica e aumentando a potência do motor de combustão após críticas generalizadas aos atuais sistemas híbridos.
Os pilotos manifestaram preocupação com a divisão quase equilibrada entre potência elétrica e combustão interna, argumentando que isso tornou as voltas de qualificação menos naturais e excessivamente dependentes da gestão de energia. Muitos consideram que o sistema atual reduz a capacidade de acelerar constantemente no limite.
Segundo as mudanças propostas, a potência gerada pelo motor de combustão interna será aumentada em 50 kW (67 cavalos), enquanto a potência elétrica será reduzida na mesma proporção. O objetivo é permitir que os pilotos conduzam de forma mais tradicional durante as voltas rápidas de qualificação.
A alteração também deverá reduzir a necessidade de técnicas complexas de recuperação de energia, que atualmente obrigam os pilotos a recuperar energia mesmo em aceleração máxima. Isso frequentemente provoca reduções visíveis de velocidade antes das curvas e em setores de alta velocidade.
Os responsáveis acreditam que o novo equilíbrio reduzirá significativamente esses efeitos, embora alguns circuitos com menor exigência de recuperação de energia ainda possam exigir gestão estratégica.
O acordo foi alcançado por unanimidade durante uma reunião envolvendo a direção da Fórmula 1, representantes das equipas e a FIA. No entanto, os detalhes técnicos finais ainda serão ajustados em futuras discussões com equipas e fabricantes de motores.
Outras propostas também estão a ser analisadas para simplificar ainda mais os sistemas de recuperação de energia ou reduzir a sua influência no desempenho em corrida. Essas discussões fazem parte de um esforço mais amplo para melhorar a qualidade das corridas enquanto se controlam custos e complexidade técnica.
Algumas equipas levantaram preocupações sobre os custos envolvidos, especialmente relacionados com a continuidade dos chassis e possíveis modificações, como ajustes nos depósitos de combustível. Ainda assim, existe uma forte disposição no paddock para enfrentar o desafio do desenvolvimento.
A reunião também analisou o feedback dos pilotos sobre as recentes alterações operacionais introduzidas no Grande Prémio de Miami, consideradas um avanço, mas ainda insuficientes.
Lando Norris resumiu o sentimento geral ao afirmar que as mudanças representam um passo na direção certa, mas que os regulamentos atuais ainda penalizam os pilotos por conduzirem no máximo desempenho, algo que, na sua opinião, não deveria acontecer na Fórmula 1.
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