A Federação de Futebol da Nova Zelândia tornou-se a mais recente associação nacional a retirar seu apoio à candidatura de Gianni Infantino a um novo mandato como presidente da FIFA, rompendo com a Confederação de Futebol da Oceania. A decisão ocorre em meio às crescentes críticas à liderança da FIFA após o fracasso de um controverso plano que envolvia investimentos privados nas operações comerciais da organização.
A Federação neozelandesa afirmou ter perdido a confiança no processo de tomada de decisões da FIFA e pediu uma análise independente do projeto FIFA Forward Enterprise. A entidade argumentou que os acontecimentos recentes provocaram uma quebra de confiança e ampliaram as divisões dentro do futebol internacional, tornando necessária uma governança mais forte, além de maior transparência e responsabilidade.
A decisão da Nova Zelândia coloca a federação em desacordo com a Confederação de Futebol da Oceania, que recebeu positivamente a retirada da proposta de investimento pela FIFA e elogiou os avanços no desenvolvimento do futebol em toda a Oceania sob a liderança de Infantino. A entidade regional também incentivou a FIFA a utilizar sua análise do projeto para identificar e implementar quaisquer mudanças necessárias.
A Nova Zelândia junta-se a uma lista crescente de associações nacionais, incluindo Inglaterra, País de Gales, Noruega, República da Irlanda e Irlanda do Norte, que retiraram seu apoio ou se opuseram à campanha de reeleição de Infantino. Enquanto isso, a UEFA, a Confederação Asiática de Futebol e a CONCACAF também criticaram o presidente da FIFA pela proposta comercial que acabou sendo abandonada.
O diretor executivo da Federação de Futebol da Nova Zelândia, Andrew Pragnell, afirmou que a organização deseja um processo independente em vez de uma análise interna, argumentando que uma avaliação externa seria mais eficaz para reconstruir a confiança na liderança da FIFA.
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