As investigações mostram que Muriel Furrer, competindo perto de sua cidade natal, saiu da estrada em condições molhadas e colidiu com uma área arborizada, sofrendo ferimentos fatais na cabeça. O Escritório do Promotor Público de Zurique concluiu que não há evidências de conduta criminosa ou negligência por parte dos organizadores da corrida. O acidente ocorreu por volta das 11h04 em um trecho do percurso de 73,5 km que estava fora da vista dos fiscais, veículos de apoio, espectadores e oficiais da prova. O corpo de Furrer foi finalmente encontrado às 12h26, depois de permanecer escondido na vegetação por mais de uma hora. Ela foi transportada de helicóptero para o hospital, mas morreu devido aos ferimentos.
A investigação observou que o rastreamento ao vivo e a comunicação por rádio, comuns em outras grandes competições como o Tour de France, não estavam presentes no Campeonato Mundial. Desde então, a União Ciclística Internacional (UCI) implementou rastreadores GPS para o Campeonato Mundial de 2025 em Ruanda, a fim de monitorar a localização dos ciclistas em tempo real. O sindicato dos ciclistas, CPA, há muito defende o uso dessa tecnologia para evitar incidentes semelhantes no futuro.
Os promotores enfatizaram que os socorristas chegaram rapidamente após a descoberta de Furrer e prestaram atendimento médico imediato. “Nenhuma evidência de violação criminal relevante foi encontrada, seja em relação à operação de resgate ou aos cuidados médicos subsequentes no Hospital Universitário de Zurique”, diz o comunicado.
Em homenagem a Furrer, a UCI aposentou seu número de corrida, 84, das provas de estrada júnior femininas. As conclusões surgem pouco depois de um incidente semelhante envolvendo o ciclista britânico Tom Pidcock, que caiu em um desfiladeiro durante a Volta a Catalunya, um acidente inicialmente não visto pelas câmeras ou pelos oficiais da prova. Ao contrário de Furrer, Pidcock conseguiu alertar sua equipe por rádio e completou a etapa antes de se retirar da corrida no dia seguinte.
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