Em um documento apresentado a um tribunal na Flórida, a FIFA afirmou que o pedido da UEFA por documentos relacionados à proposta FIFA Forward Enterprise (FFE) também tinha como objetivo influenciar a eleição presidencial da FIFA no próximo ano. A FIFA rejeitou as alegações da UEFA de que Infantino teria buscado obter benefícios financeiros pessoais com o plano e afirmou que o projeto estava sujeito à aprovação e supervisão dos órgãos dirigentes da entidade.
A proposta FFE, apresentada em julho, criaria uma subsidiária comercial que permitiria a investidores privados adquirir uma participação nos direitos relacionados à Copa do Mundo e a outras grandes competições da FIFA. A iniciativa foi retirada após a oposição de várias confederações de futebol, incluindo a UEFA, devido a preocupações relacionadas ao processo de consulta e à governança.
A UEFA vem buscando documentos e depoimentos para uma possível denúncia criminal na Suíça relacionada à proposta abandonada. A entidade europeia alegou que o plano foi desenvolvido sem a devida consulta e que a avaliação proposta subestimava o valor dos direitos comerciais da FIFA, acusações que a entidade máxima do futebol mundial contestou firmemente.
A FIFA também contestou a interpretação da UEFA sobre a avaliação da FFE, afirmando que a avaliação de aproximadamente US$ 20 bilhões em participação acionária não representava o valor total da empresa, que, segundo a entidade, ultrapassava US$ 30 bilhões. A UEFA se recusou a comentar o mais recente documento apresentado pela FIFA ao tribunal.
Infantino busca um novo mandato como presidente da FIFA na eleição de março de 2027. Recentemente, ele disse às 211 associações-membro da FIFA que apoiaria o maior nível possível de financiamento adicional que pudesse ser distribuído de forma responsável a partir das reservas da organização.
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