Os Estados Unidos e a Austrália têm a oportunidade de assegurar um lugar na fase a eliminar do Mundial FIFA 2026 quando se enfrentarem esta sexta-feira, em Seattle, num confronto decisivo do Grupo D. Ao mesmo tempo, o Brasil procura colocar a sua campanha de volta nos trilhos ao defrontar o Haiti, após uma estreia abaixo das expectativas.
Depois de o México, um dos países anfitriões, ter garantido a qualificação para os 16 avos de final com uma vitória apertada sobre a Coreia do Sul, as atenções voltam-se para Seattle, onde uma vitória permitirá aos Estados Unidos ou à Austrália juntarem-se aos mexicanos na próxima fase.
A seleção norte-americana chega ao encontro com grande confiança depois de protagonizar uma das melhores exibições da ronda inaugural. Sob o comando de Mauricio Pochettino, os Estados Unidos derrotaram o Paraguai por 4-1 em Los Angeles, apresentando um desempenho convincente que superou as expectativas após uma preparação marcada por resultados irregulares.
A Austrália também entra em campo moralizada depois de surpreender ao vencer a Turquia por 2-0. O triunfo reforçou a confiança dos Socceroos e preparou o cenário para um duelo de enorme importância frente aos norte-americanos, com a qualificação para os mata-matas em jogo.
A partida ganhou ainda mais interesse após comentários de um analista norte-americano que sugeriu que a Austrália não representaria grande dificuldade para os anfitriões. As declarações tiveram repercussão no país oceânico, levando o selecionador Tony Popovic a afirmar que a resposta da sua equipa seria dada dentro das quatro linhas.
Popovic destacou que a Austrália está determinada a conquistar maior respeito no cenário internacional e acredita que uma boa campanha no Mundial poderá elevar ainda mais o prestígio do futebol australiano.
Noutra frente, o Brasil procura uma resposta forte depois do empate por 1-1 diante de Marrocos na estreia pelo Grupo G. Os pentacampeões mundiais eram apontados como favoritos para iniciar a competição com uma vitória, mas não conseguiram apresentar o seu melhor futebol.
O defesa Gabriel Magalhães reconheceu a frustração causada pelo resultado, mas afirmou que a equipa retirou importantes ensinamentos da partida e está totalmente focada em conquistar os três pontos diante do Haiti.
O treinador Carlo Ancelotti confirmou que poderá promover alterações na equipa titular. O técnico italiano salientou que a capacidade de reação é frequentemente mais importante do que a perfeição em grandes torneios e mostrou-se confiante de que o Brasil conseguirá recuperar após o arranque lento.
No mesmo grupo, a Escócia tem a oportunidade de aproximar-se de um feito histórico ao enfrentar Marrocos. Os escoceses começaram a campanha com uma vitória sofrida por 1-0 sobre o Haiti e agora sonham com uma inédita qualificação para a fase a eliminar de um Campeonato do Mundo.
O capitão Andy Robertson afirmou que o grupo está motivado pelo desafio e pela possibilidade de alcançar algo sem precedentes para o futebol escocês. A equipa também contará com o apoio entusiástico dos seus adeptos, cuja presença tem sido amplamente notada durante o torneio.
Fora das quatro linhas, surgiram tensões relacionadas com a participação do Irão na competição. A Federação Iraniana de Futebol anunciou a intenção de apresentar uma queixa à FIFA, alegando que restrições de viagem durante o torneio prejudicaram a preparação da seleção.
Segundo os responsáveis iranianos, um pedido para viajar da sua base de treinos no México para Los Angeles, antes do jogo de domingo contra a Bélgica, foi recusado. A federação argumenta que as limitações afetaram os planos da equipa técnica e dos jogadores.
Por outro lado, representantes da administração dos Estados Unidos afirmaram que o Irão tinha sido informado com antecedência sobre os procedimentos de deslocação. Andrew Giuliani, representante da Casa Branca para o Mundial, declarou que a seleção iraniana poderá entrar nos Estados Unidos um dia antes da partida, em conformidade com as diretrizes previamente comunicadas.
À medida que o torneio entra numa fase decisiva, várias seleções têm a oportunidade de garantir a qualificação antecipada. Outras, como o Brasil, enfrentam uma pressão crescente para melhorar o rendimento e manter vivas as suas ambições no Mundial.
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