Best Odds Center
best odds centre button
Click here!
Sport TV
watch live tv button
Click here!
to watch
Live FootBall
NPFL
Click here!
Live Scores
play watch Live Score button
Click here!

Senegal Brilha e Conquista a Glória na CAN 2025 com Resiliência e Boa Governança

Posted : 19 January 2026

A CAN 2025 será lembrada como um torneio de contrastes marcantes — futebol eletrizante e gols recordes de um lado, debates sobre arbitragem e governança do outro.

Quando a poeira finalmente baixou em Rabat, em 18 de janeiro, foram os Leões de Teranga do Senegal que se destacaram, levantando seu segundo troféu da CAN em cinco anos após uma final dramática e controversa.

Sediada pelo Marrocos, a CAN 2025 ocorreu ao longo de quatro semanas intensas, com estádios lotados, uma atmosfera festiva e uma reafirmação do apelo global do futebol africano. Desde o apito inicial em 21 de dezembro em Rabat, ficou claro que esta edição seria única — não apenas pela qualidade em campo, mas também pelo seu lugar incomum no calendário.

Uma CAN de inverno com toque moderno
Para acomodar a Copa do Mundo de Clubes da FIFA expandida para 32 equipes e um calendário europeu congestionado, a CAF organizou a CAN 2025 durante o período de Natal e Ano Novo, uma primeira na história da competição. Inicialmente polêmica, a programação festiva acabou aumentando a audiência global e engajando a diáspora africana.

As credenciais de anfitrião do Marrocos brilharam, com jogos disputados em nove estádios de classe mundial em seis cidades — Rabat, Casablanca, Marraquexe, Tânger, Agadir e Fez. Logística perfeita, segurança robusta e áreas de torcedores vibrantes foram elogiadas pela CAF e observadores internacionais, enquanto analistas consideraram o torneio um “ensaio” para eventos globais futuros, incluindo a Copa do Mundo FIFA 2030, que o Marrocos co-organizará.

Gols, evolução e novas narrativas
Em campo, a CAN 2025 entregou entretenimento abundante. Foram marcados 122 gols, um recorde que superou a marca anterior na Costa do Marfim em 2023, destacando a evolução ofensiva da competição.

Enquanto as potências tradicionais avançaram, a fase de grupos também celebrou a resiliência de equipes emergentes. Moçambique, Benin e Sudão foram elogiados pela disciplina tática, enquanto a República Democrática do Congo se destacou como uma das equipes mais equilibradas do torneio.

A Nigéria emergiu como a força ofensiva mais potente, marcando 14 gols, liderada pela velocidade e eficiência de Victor Osimhen e Ademola Lookman. Apesar de distrações fora de campo, incluindo atrasos nos bônus que geraram protestos, a intervenção do governo ajudou a estabilizar a situação, mantendo os Super Eagles competitivos.

Nigéria, Egito e tradição
A campanha da Nigéria terminou em decepção nas semifinais após derrota nos pênaltis para o país anfitrião, Marrocos, em uma partida que gerou polêmica sobre arbitragem. Os Super Eagles se recuperaram no jogo pelo terceiro lugar, derrotando o Egito por 4–2 nos pênaltis após empate sem gols. O resultado manteve o recorde perfeito da Nigéria em medalhas de bronze na CAN — oito vitórias em oito jogos pelo terceiro lugar — e elevou o total geral de medalhas de bronze para nove, o maior da história do torneio. O goleiro Stanley Nwabali foi decisivo sob pressão.

O Egito, liderado por Mohamed Salah, demonstrou resiliência ao eliminar os campeões em título, Costa do Marfim, antes de perder por pouco para o Senegal nas semifinais. Embora sem troféu, os Faraós reafirmaram sua relevância continental duradoura.

A ascensão do Marrocos e a tempestade em torno dela
A campanha do Marrocos até a final mostrou maturidade tática e solidez defensiva. Brahim Díaz, com cinco gols, conquistou a Chuteira de Ouro, enquanto o goleiro Yassine Bounou recebeu a Luva de Ouro após sofrer apenas dois gols antes da final.

No entanto, à medida que o Marrocos avançava, as críticas à arbitragem se intensificaram. Da Nigéria à Argélia e Camarões, jogadores, oficiais e torcedores questionaram a consistência, a interpretação do VAR e a suposta vantagem da casa. As redes sociais e fóruns de futebol foram inundados de análises comparando a arbitragem com edições anteriores da CAN, com muitos argumentando que os padrões ficaram atrás da qualidade organizacional do torneio. O presidente da CAF, Patrice Motsepe, reconheceu posteriormente as críticas, prometendo uma revisão para melhorar a transparência, a responsabilização e o desempenho dos árbitros.

Uma final para a história
A final entre Marrocos e Senegal resumiu os temas da CAN 2025: tensão, controvérsia e resiliência. A dramaturgia tardia incluiu um pênalti concedido ao Marrocos após intervenção do VAR no minuto 98, momentos depois de um gol do Senegal ter sido anulado. O Senegal chegou a abandonar brevemente o campo em protesto, atraindo a atenção global.

O goleiro Édouard Mendy defendeu o pênalti, e o Senegal marcou o gol da vitória com Pape Gueye na prorrogação, selando o triunfo por 1–0 e confirmando seu domínio no futebol africano na última década. As reações pós-jogo foram rápidas: o treinador do Marrocos, Walid Regragui, criticou o protesto do Senegal, e o presidente da FIFA, Gianni Infantino, pediu revisões disciplinares.

Legado além do troféu
A CAN 2025 deixa um legado multifacetado. O triunfo do Senegal destacou continuidade, força mental e profundidade do elenco. O Marrocos reforçou sua ascensão como potência continental e país anfitrião de elite. A Nigéria mostrou excelência ofensiva, enquanto o Egito permaneceu uma força no futebol africano.

Ainda assim, uma questão permanece: a CAF conseguirá acompanhar o crescimento do futebol africano com estruturas de arbitragem e governança igualmente fortes?

À medida que o continente se prepara para futuras edições da CAN e torneios globais, a CAN 2025 permanece como uma celebração do progresso e um lembrete de que a credibilidade fora de campo deve evoluir junto com a excelência em campo.

ADD A COMMENT :

Hot Topics

close button
Please fill captcha :