Roberto Mancini foi nomeado selecionador da seleção italiana pela segunda vez, com a Federação Italiana de Futebol (FIGC) a voltar a apostar no treinador que conquistou o Euro 2020 para recuperar o prestígio da equipa nacional após um longo período de desilusões. O presidente da FIGC, Giovanni Malagò, confirmou a nomeação, enquanto Claudio Ranieri foi anunciado como novo diretor técnico da federação na sequência da saída de Paolo Maldini.
A mudança no comando técnico acontece após a demissão de Gennaro Gattuso, que deixou o cargo depois da derrota da Itália frente à Bósnia e Herzegovina no play-off de qualificação para o Campeonato do Mundo. O resultado prolongou a ausência da Azzurra da maior competição do futebol para três edições consecutivas. Giovanni Malagò afirmou que Mancini é a escolha ideal para liderar esta nova fase, acrescentando que apresentará, juntamente com Ranieri, a visão da federação numa cerimónia oficial.
Aos 61 anos, Mancini orientou anteriormente a seleção italiana entre 2018 e 2023, período em que viveu uma das fases mais bem-sucedidas da história recente da equipa. Conduziu a Itália ao título do Euro 2020 e estabeleceu uma sequência recorde de 37 jogos sem derrotas antes de deixar o cargo, em 2023, para assumir o comando da seleção da Arábia Saudita. Mais recentemente, treinou o Al Sadd, do Qatar, antes de aceitar regressar à seleção italiana.
A sua nomeação surgiu depois de vários candidatos terem sido considerados. Antonio Conte e Andrea Pirlo estiveram ligados ao cargo, mas Pirlo acabou por retirar a sua candidatura, enquanto divergências internas sobre a direção da federação contribuíram para a saída de Paolo Maldini. A chegada de Claudio Ranieri como diretor técnico deverá proporcionar uma liderança experiente para apoiar a reconstrução da equipa principal e o desenvolvimento do futebol italiano a longo prazo.
O segundo mandato de Mancini começará com um desafio exigente. O primeiro jogo sob o seu novo comando será frente à Bélgica, a 25 de setembro, para a Liga das Nações da UEFA, num grupo que também inclui França e Turquia. Com pouco tempo para preparar a equipa, o experiente treinador enfrentará pressão imediata para melhorar os resultados e preservar a posição da Itália no ranking da UEFA.
Apesar de ter conduzido a Itália ao título europeu na sua primeira passagem, Mancini continua a ser uma figura que divide opiniões devido à sua inesperada saída em 2023. Ainda assim, a federação acredita que a sua vasta experiência ao mais alto nível, tanto em seleções como em clubes — incluindo títulos da liga conquistados ao serviço do Inter de Milão e do Manchester City — faz dele o candidato ideal para recolocar os tetracampeões mundiais entre a elite do futebol, após mais de uma década sem marcar presença num Campeonato do Mundo.
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