A carreira de Smith evoluiu a uma velocidade impressionante. A internacional canadiana tornou-se a primeira jogadora do futebol feminino a protagonizar uma transferência de 1 milhão de libras quando o Arsenal a contratou ao Liverpool, em julho de 2025, quebrando o anterior recorde de transferências. O negócio aconteceu apenas um ano depois de o Liverpool a ter levado para Inglaterra.
A sua ligação ao futebol, contudo, começou muito antes. Smith cresceu em Whitby, no Canadá, e foi incentivada pelo pai a praticar a modalidade. Durante a infância, passou por vários clubes e continuou a jogar ao lado de rapazes mesmo depois de integrar equipas femininas. A sua educação multicultural na região de Toronto também a colocou em contacto com fortes influências futebolísticas jamaicanas, chilenas e peruanas.
Smith também evoluiu através de outras modalidades desportivas. Praticou taekwondo depois de ter sido vítima de bullying na escola, enquanto a ginástica contribuiu para melhorar a sua flexibilidade, agilidade e controlo corporal. Segundo a própria jogadora, essas experiências também lhe ensinaram disciplina e fortaleceram a sua capacidade para lidar com situações difíceis.
A combinação de diferentes disciplinas desportivas tornou-se uma parte importante do seu desenvolvimento. A ginástica exigia exercícios rigorosos, como espargatas e pranchas, ajudando Smith a desenvolver a resistência mental que considera ter sido importante para a sua carreira no futebol. O taekwondo, por sua vez, contribuiu para a sua disciplina e capacidade de executar movimentos explosivos.
O talento de Smith para o futebol ficou evidente desde cedo. A canadiana estreou-se pela seleção principal do Canadá com apenas 15 anos, tornando-se, na altura, a mais jovem internacional sénior da história do país. Mais tarde, mudou-se para o Sporting CP, em Portugal, onde rapidamente se afirmou antes de rumar ao Liverpool.
No Liverpool, Smith marcou sete golos na Women’s Super League durante a sua primeira temporada em Inglaterra e foi eleita Melhor Jovem Jogadora do Ano pela PFA. As suas exibições ajudaram a convencer o Arsenal a realizar um investimento histórico que a transformou na primeira jogadora do futebol feminino envolvida numa transferência de 1 milhão de libras.
Desde então, Smith justificou o valor recorde da transferência com uma primeira temporada impressionante no Arsenal. Marcou cinco golos na WSL e esteve diretamente envolvida em 14 golos em todas as competições durante a temporada 2025/26, enquanto se adaptava a diferentes funções ofensivas sob o comando da treinadora Renée Slegers.
Agora reconhecida duas vezes consecutivas pelos seus pares como a principal jovem jogadora do futebol feminino, a ascensão de Smith reflete anos de preparação, sacrifício e resiliência, muito antes de se tornar uma das maiores figuras da modalidade.
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