Nos últimos dez anos, Marrocos se consolidou como uma potência do futebol africano, apresentando desempenhos consistentes em clubes e na seleção nacional, aproveitando sua influência política e financeira para fortalecer a infraestrutura futebolística.
Apesar dessa força, a equipe nacional frequentemente ficou aquém nas edições da CAN em que era favorita.
Os Leões do Atlas esperam transformar os investimentos em jogadores e instalações em sucesso continental. Muitos dos estádios e centros de treinamento modernizados, que serão usados na Copa do Mundo de 2030, coorganizada pelo Marrocos com Portugal e Espanha, já ajudaram na preparação da seleção. No entanto, o Senegal continua sendo um adversário formidável.
Os Leões de Teranga perderam apenas uma vez em seus últimos 34 jogos internacionais e chegam à final com grande experiência, incluindo o atacante estrela Sadio Mané. Esta será a terceira final do Senegal nas quatro últimas edições da CAN.
Marrocos chega à final confiante após sucessos recentes, como ser o primeiro país africano a alcançar as semifinais da Copa do Mundo no Qatar em 2022 e registrar 19 vitórias internacionais consecutivas. No entanto, a história da CAN para os marroquinos é mais modesta, com apenas um título em 1976 e um vice-campeonato em 2004.
A equipe começou o torneio de forma cautelosa, mas ganhou ritmo com atuações agressivas contra Camarões e Nigéria na semifinal.
O capitão Achraf Hakimi destacou a importância histórica do momento: “Fizemos história novamente, esta equipe merece. Todos os marroquinos merecem. Estamos muito felizes, mas ainda não terminamos o trabalho.”
O Senegal, por sua vez, dependerá de seu elenco experiente e calmo para enfrentar a vantagem de jogar em casa, com o técnico Pape Bouba Diop afirmando: “Queríamos jogar esta final, agora temos que ir e vencê-la.” O duelo no Stade Moulay Abdellah promete ser emocionante, com ambas as equipes disputando a supremacia do futebol africano.
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