O treinador das Super Falcons, Justin Madugu, admitiu que as críticas fazem parte da profissão, numa altura em que a Nigéria se prepara para um importante confronto dos quartos de final da Taça das Nações Africanas Feminina de 2026 frente aos Camarões.
As Super Falcons garantiram o apuramento para os quartos de final depois de terminarem empatadas em pontos com Malawi e Zâmbia no Grupo D. A Nigéria avançou graças ao critério de confronto direto, tendo marcado mais golos na mini-liga entre as três seleções, garantindo assim a sua 14.ª presença nos quartos de final.
Ao refletir sobre a qualificação da equipa, Madugu reconheceu a pressão enfrentada pelas jogadoras durante uma difícil fase de grupos, mas mostrou-se aliviado por ter alcançado a fase a eliminar.
"Naturalmente, todos ficam felizes por termos avançado para esta fase da competição. Dadas as circunstâncias em que nos colocámos, criámos pressão sobre nós próprios, mas graças a Deus conseguimos ultrapassar essa situação. A competição está apenas a começar para nós", afirmou.
O treinador também admitiu que as recentes exibições defensivas da Nigéria têm sido motivo de grande preocupação. As Super Falcons sofreram cinco golos nos últimos três jogos, um contraste significativo com a solidez defensiva que tradicionalmente caracteriza a equipa.
"Sempre fomos uma equipa com uma linha defensiva muito sólida, mas ultimamente temos sofrido golos completamente desnecessários. Isso preocupa-nos bastante e temos de trabalhar muito para garantir que as jogadoras não percam a concentração em nenhum momento do jogo", explicou Madugu.
"A forma como estamos a sofrer estes golos é uma preocupação séria e é algo que teremos de corrigir."
Olhando para o encontro de domingo frente aos Camarões, Madugu descreveu o jogo como decisivo para a campanha da Nigéria. Uma vitória não só colocará as Super Falcons nas meias-finais, como também garantirá automaticamente a qualificação para o Campeonato do Mundo Feminino da FIFA de 2027.
"É uma final porque é o jogo que vai determinar se alcançamos ou não o nosso primeiro objetivo. Tendo chegado até aqui, sabemos o que está em jogo e não vamos facilitar. Temos de regressar ao trabalho imediatamente, estudar o adversário e elaborar um plano que nos permita sair vencedores", afirmou.
Madugu também insistiu que a escolha das jogadoras continuará a depender das necessidades táticas e não da reputação ou da opinião pública. Salientou que a equipa técnica analisará os pontos fortes e fracos dos Camarões antes de definir o onze inicial.
Ao abordar as críticas às suas decisões durante o torneio, o treinador mostrou-se sereno.
"Não posso impedir as críticas. Fazem parte da natureza deste trabalho. Não é possível agradar a toda a gente. Cada pessoa vê o futebol de uma perspetiva diferente", afirmou Madugu. Acrescentou ainda que até os comentários negativos podem trazer ensinamentos importantes e que os treinadores devem estar dispostos a reconhecer os seus erros e a melhorar.
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