O médio nigeriano Jeremiah Chinonso falou publicamente pela primeira vez sobre o ataque com faca que quase lhe tirou a vida e ameaçou o seu sonho de jogar pelos Super Eagles.
O jogador de 20 anos do DFK Dainava foi atacado na manhã de 17 de março de 2026, enquanto caminhava para se encontrar com os seus companheiros de equipa antes de um jogo da liga em Alytus, na Lituânia. Segundo a polícia local, o incidente ocorreu pouco antes das 11 horas, quando Chinonso seguia a sua rotina habitual de pré-jogo.
O médio ofensivo recordou que estava a ouvir música através dos seus AirPods quando um homem desconhecido o agarrou subitamente por trás. Inicialmente, pensou que fosse um dos seus colegas a pregar-lhe uma partida, antes de perceber que o agressor estava armado com uma faca.
"Pensei que talvez fosse um companheiro de equipa a tentar assustar-me. Foi nesse momento que percebi o que estava a acontecer", afirmou Chinonso.
Seguiu-se uma violenta luta enquanto o nigeriano tentava defender-se. Durante o confronto, sofreu vários golpes de faca, incluindo ferimentos graves na mão esquerda. Chinonso revelou que agarrou a lâmina com a mão nua ao tentar impedir o agressor, sofrendo graves lesões nos tendões e nos ossos que exigiram uma cirurgia de emergência.
Acrescentou que a gravidade das lesões significa que poderá necessitar de outra operação após o final da temporada para recuperar totalmente a função da mão.
O ataque obrigou o DFK Dainava a adiar o jogo da liga frente ao FK Tauras, tendo o clube descrito o incidente como chocante e imperdoável.
O momento decisivo ocorreu quando o cidadão lituano Aldas Petrauskas ouviu os pedidos de socorro de Chinonso e correu para o local. Sem hesitar, Petrauskas interveio, segurou a mão armada do agressor, retirou-lhe a faca e ajudou a imobilizá-lo até à chegada dos serviços de emergência.
Falando após o incidente, Petrauskas afirmou que as suas ações foram motivadas apenas pelo instinto.
"O meu instinto como ser humano foi simplesmente ajudar", afirmou, apelando às pessoas para nunca ignorarem alguém em perigo quando têm oportunidade de prestar auxílio.
Os paramédicos prestaram os primeiros socorros a Chinonso no local antes de o transportarem para o Hospital do Condado de Alytus. Depois de os médicos terem constatado a gravidade das lesões na sua mão, foi transferido para o Hospital Universitário de Kaunas, onde foi submetido a uma cirurgia de emergência mais tarde nesse dia.
Embora tenha regressado ao futebol, Chinonso admitiu que os efeitos psicológicos permanecem. Revelou que sente constantemente ansiedade sempre que alguém caminha atrás dele e continua a viver com as cicatrizes emocionais deixadas pelo ataque.
Apesar da experiência traumática, o jovem médio continua determinado a alcançar o seu maior objetivo: representar a Nigéria ao mais alto nível internacional. Chinonso acredita que sobreviver ao ataque reforçou ainda mais a sua determinação para continuar a carreira e um dia vestir a camisola verde e branca dos Super Eagles.
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