O presidente da FIFA, Gianni Infantino, deve enfrentar uma série de perguntas quando falar à imprensa na Cidade do México, na véspera da Copa do Mundo de 2026, enquanto controvérsias fora de campo continuam a dominar os preparativos do torneio.
A coletiva ocorre antes da partida de abertura desta quinta-feira entre o país anfitrião, o México, e a África do Sul, no Estádio Azteca, marcando o início da Copa do Mundo ampliada para 48 seleções — a maior da história da competição — coorganizada por México, Estados Unidos e Canadá.
No entanto, a preparação tem sido marcada por críticas crescentes sobre os altos preços dos ingressos e questões de imigração nos Estados Unidos, que já afetaram jogadores, dirigentes e torcedores. Entre os casos mais destacados está o do árbitro somali Omar Artan, que teve a entrada negada nos EUA, apesar de ser considerado um dos principais árbitros africanos.
Artan descreveu sua detenção no Aeroporto Internacional de Miami como profundamente decepcionante, afirmando que ficou preso por horas e posteriormente foi deportado, mesmo com documentos de viagem e visto válidos. Ele expressou frustração por perder o que chamou de “o maior sonho” de sua carreira, já que seria o primeiro árbitro somali a atuar em uma Copa do Mundo.
Um funcionário do Departamento de Estado dos EUA, no entanto, afirmou que ele foi considerado inelegível devido a supostas ligações com grupos extremistas, alegação posteriormente reforçada em declarações oficiais. Apesar disso, Artan foi recebido em Mogadíscio e prometeu voltar mais forte para futuros torneios, incluindo a edição de 2030.
Tensões sociais e de segurança também surgiram na Cidade do México, onde protestos chegaram a bloquear temporariamente vias próximas ao Estádio Azteca. As autoridades mobilizaram a polícia para impedir que manifestantes se aproximassem do estádio, embora tenham garantido que a partida de abertura acontecerá conforme o planejado.
A presidente do México, Claudia Sheinbaum, classificou os distúrbios como uma “provocação”, mas descartou uma resposta policial agressiva, afirmando que o início do torneio não será interrompido.
No aspecto esportivo, o capitão da Argentina, Lionel Messi, tranquilizou os torcedores ao marcar em um amistoso após entrar no segundo tempo. Aos 38 anos e se preparando para sua sexta participação recorde em Copas do Mundo, ele teve papel importante na vitória por 3 a 0 da Argentina, que se prepara para a estreia contra a Argélia em 16 de junho.
Com a atenção global voltada tanto para o futebol quanto para as tensões fora de campo, a coletiva de imprensa de Infantino deve definir o tom de uma Copa do Mundo já marcada por controvérsias políticas e logísticas.
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