O técnico da África do Sul, Hugo Broos, pediu que seus jogadores mantenham a força mental ao se prepararem para enfrentar um ambiente hostil contra o país anfitrião, o México, na partida de abertura da Copa do Mundo na quinta-feira.
Aos 74 anos, Broos voltará ao icônico Estádio Azteca, onde já atuou como jogador durante a Copa do Mundo de 1986 pela seleção da Bélgica. Agora ele retorna como treinador, encarregado de guiar a África do Sul em um difícil Grupo A, na Cidade do México.
O experiente treinador espera uma atmosfera extremamente intensa, com cerca de 85 mil torcedores mexicanos criando um ambiente barulhento e intimidador. Ele reconhece que a ausência de torcedores sul-africanos no estádio dará uma vantagem significativa ao México em termos de apoio nas arquibancadas.
Apesar disso, Broos enfatizou que sua equipe deve manter o foco no próprio desempenho e não se deixar distrair pelo barulho da torcida. Segundo ele, a concentração será fundamental para competir em um cenário tão desafiador.
Broos também descreveu o México como a equipe mais forte do grupo, destacando sua boa fase recente e sequência de vitórias. Ele elogiou a confiança e qualidade do adversário, alertando que seus jogadores precisarão atuar no mais alto nível e demonstrar determinação em cada disputa.
O técnico afirmou que sua equipe está pronta para lutar por cada momento da partida, reforçando o compromisso e a intensidade como fatores essenciais na estreia.
No entanto, Broos também demonstrou reservas em relação ao formato expandido da Copa do Mundo com 48 seleções, afirmando que ele aumenta o desgaste físico e mental devido às maiores exigências de deslocamento, já que a África do Sul jogará em diferentes cidades, incluindo Atlanta e Monterrey.
Embora reconheça que o formato já faz parte do futebol moderno, ele afirmou que é mais exigente do que edições anteriores, mas ressaltou que sua equipe precisa se adaptar às novas condições.
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