O secretário-geral da NFF, Mohammed Sanusi, afirmou: “Recebemos a decisão do Comitê Disciplinar da FIFA sobre nossa petição, mas não estamos satisfeitos. A NFF iniciou imediatamente o processo de recurso.”
Espera-se que o recurso seja levado ao CAS, embora ainda seja incerto se o processo será concluído antes do início dos playoffs intercontinentais, programados para 26 de março. O Congo DR deve jogar nesta fase em 31 de março, com uma vaga para a Copa do Mundo nos Estados Unidos, Canadá e México em disputa.
O protesto ocorreu após a vitória do Congo DR nos pênaltis por 4-3 sobre a Nigéria, após empate de 1-1 no tempo regulamentar e na prorrogação, durante a final do playoff africano da Copa do Mundo em 16 de novembro no Estádio Prince Moulay El Hassan, em Rabat, Marrocos. Esse resultado classificou o Congo DR para o playoff intercontinental.
A reclamação da Nigéria alegava que entre seis e nove jogadores congoleses haviam mudado de nacionalidade esportiva de forma irregular, argumentando que não haviam renunciado às suas cidadanias europeias, conforme exige a lei congolesa, que não reconhece dupla nacionalidade. “As regras congolesas dizem que você não pode ter dupla nacionalidade”, disse Sanusi. “Vários jogadores possuem passaportes europeus, alguns franceses, outros holandeses, e as regras são claras.”
No entanto, os regulamentos da FIFA diferem da lei congolesa. A FIFA exige apenas que o jogador possua um passaporte válido do país que representa, critério atendido por todos os jogadores em questão. Inicialmente, a FIFA havia autorizado a participação deles com base nesse padrão. A NFF afirma que a FIFA pode ter sido induzida em erro, alegando que a conformidade com as regras internas congolesas não foi considerada.
O Congo DR agora enfrentará o vencedor da semifinal do playoff intercontinental entre Nova Caledônia e Jamaica, com o vencedor garantindo uma das últimas vagas para a Copa do Mundo de 2026.
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