A entidade máxima do futebol confirmou a abertura de procedimentos disciplinares contra diversos integrantes da seleção argentina e de sua comissão técnica depois da derrota para a Espanha na final da Copa do Mundo de 2026. A decisão foi tomada após os confrontos registrados logo após o apito final da partida disputada em Nova York, na qual a Espanha venceu por 1 a 0 após a prorrogação. Vários jogadores e dirigentes argentinos se envolveram em discussões acaloradas com membros da equipe espanhola.
Entre os investigados estão os jogadores Nahuel Molina, Thiago Almada e Leandro Paredes, além do auxiliar técnico Roberto Ayala. O meio-campista espanhol Pablo Martín Páez Gavira também foi incluído nos processos. Segundo a FIFA, as acusações em análise variam de alegações de agressão a conduta antidesportiva.
Em um caso separado, a FIFA também está analisando os acontecimentos após a vitória da Argentina por 2 a 1 sobre a Inglaterra na semifinal. A investigação concentra-se na exibição, por parte de alguns jogadores, de uma faixa com a mensagem "Las Malvinas son Argentinas" ("As Malvinas são argentinas"), o que pode ter violado os regulamentos que proíbem manifestações políticas ou não esportivas durante competições oficiais.
De acordo com a FIFA, as investigações irão apurar possíveis violações do seu Código Disciplinar, incluindo normas relacionadas a manifestações não esportivas, má conduta da equipe, discriminação, comportamento racista e regulamentos de segurança das partidas.
A entidade acrescentou que a investigação mais ampla também considera denúncias de cânticos e gestos discriminatórios, atrasos no início de partidas, descumprimento dos protocolos de segurança e organização, exibição de mensagens inadequadas por jogadores e torcedores, além de objetos supostamente lançados das arquibancadas durante várias partidas da Argentina na Copa do Mundo de 2026.
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