A entidade máxima do futebol mundial, a FIFA, apoiou o processo de reforma do futebol em andamento na Nigéria após uma reunião de alto nível com dirigentes do futebol nigeriano em Zurique, na Suíça. As discussões concentraram-se nas recentes mudanças na liderança da Federação Nigeriana de Futebol (NFF) e no roteiro para a reestruturação da administração do esporte.
A delegação nigeriana foi liderada pelo presidente da Comissão Nacional de Esportes (NSC), Shehu Dikko, e incluiu o diretor-geral da NSC, Bukola Olopade, o secretário-geral interino da NFF, Emmanuel Ikpeme, e o diretor de Assuntos Jurídicos da NFF, Okey Obi. O ex-presidente da NFF, Amaju Pinnick, também participou na qualidade de assessor especial do presidente da CAF e vice-presidente do Comitê de Competições das Seleções Nacionais Masculinas da FIFA.
A reunião ocorreu após a renúncia do presidente da NFF, Ibrahim Musa Gusau, do secretário-geral Mohammed Sanusi e de membros do Comitê Executivo da federação em 27 de agosto. As saídas em massa aconteceram em meio à crescente pressão por mudanças na governança e na administração do futebol nigeriano.
A FIFA aceitou formalmente as renúncias, segundo a NFF. As partes também concordaram em continuar as consultas envolvendo FIFA, CAF, NSC e a administração da NFF para desenvolver um roteiro de reforma abrangendo o curto, médio e longo prazo.
Dikko afirmou que o processo será conduzido de acordo com os regulamentos da FIFA e da CAF. Ele acrescentou que o objetivo é criar uma administração do futebol mais bem estruturada, com maior inclusão e um ambiente estável para o desenvolvimento do esporte.
As reformas acontecem depois que o presidente Bola Tinubu pediu uma ampla reformulação do futebol nigeriano após os recentes fracassos do país no cenário internacional. Os Super Eagles não conseguiram se classificar para a Copa do Mundo da FIFA de 2026, enquanto as Super Falcons não conseguiram a classificação para a Copa do Mundo Feminina de 2027.
Enquanto isso, a NFF rejeitou uma suposta carta da FIFA que ameaçava a Nigéria com uma possível suspensão das competições internacionais por uma alegada interferência governamental. A federação descreveu o documento como “totalmente falso” e afirmou que a FIFA já havia aceitado as renúncias enquanto mantinha diálogo com as autoridades nigerianas sobre o roteiro de reforma.
Um alto funcionário da FIFA também teria se distanciado do documento divulgado, reforçando a posição da NFF de que ele não havia sido emitido pela FIFA. O esclarecimento ocorreu enquanto os dirigentes realizavam discussões diretas na sede da FIFA em Zurique.
Espera-se que o processo de reforma aborde governança, administração, representação das partes interessadas, competições domésticas e responsabilidade. O congresso eletivo da NFF marcado para 27 de setembro já havia sido suspenso, e um novo processo eleitoral deverá ocorrer após a conclusão das reformas.
Uma das propostas em consideração é mudar a sequência das eleições da NFF. Em vez de eleger os dirigentes nacionais antes das eleições das associações estaduais de futebol, a estrutura proposta poderia começar com eleições dos conselhos locais de futebol, seguidas pelas eleições das associações estaduais de futebol e, depois, pela votação para a liderança nacional da NFF.
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