O grupo norte-americano The Friedkin Group (TFG), proprietário do Everton, está a analisar várias opções para atrair novos investimentos, incluindo a possibilidade de vender uma participação maioritária no clube inglês. A iniciativa surge menos de dois anos após a conclusão da aquisição, em dezembro de 2024. O anúncio levanta novas questões sobre o futuro da propriedade do clube e a sua orientação financeira a longo prazo.
Num comunicado divulgado na sexta-feira, 9 de outubro de 2026, o TFG afirmou que as suas prioridades iniciais foram estabilizar as finanças do Everton, disponibilizar investimentos e apoiar a conclusão do novo estádio do clube. Com esses objetivos a servirem de base para a próxima fase, o grupo considera que chegou o momento de analisar alternativas em matéria de propriedade e investimento.
Liderado pelo empresário bilionário Dan Friedkin, o grupo assumiu o controlo do Everton após um período de incerteza financeira durante a gestão do antigo proprietário Farhad Moshiri. A aquisição foi concluída em dezembro de 2024, numa operação cujo valor foi amplamente noticiado como superior a 400 milhões de libras.
O TFG afirmou que só analisará propostas de investidores que considere capazes de proteger os interesses do clube e dar continuidade aos progressos alcançados durante a sua gestão. O grupo também sublinhou que continuará a apoiar o Everton e a manter o compromisso com as ambições desportivas do clube e com o seu papel na comunidade local enquanto o processo estiver em curso.
Embora o TFG tenha sido inicialmente elogiado por trazer maior estabilidade ao Everton, a sua liderança passou a enfrentar um escrutínio crescente, sobretudo no que diz respeito às decisões no mercado de transferências e à comunicação com a estrutura responsável pelo futebol do clube.
Em setembro, o treinador David Moyes revelou que nunca se tinha encontrado nem falado diretamente com Friedkin desde que regressou ao clube, em janeiro de 2025. O empresário norte-americano, que reside em Houston, delegou grande parte das operações diárias do Everton ao seu genro, Rishi Majithia, que trabalha em conjunto com o diretor executivo Angus Kinnear.
A insatisfação dos adeptos aumentou durante o mercado de transferências de verão, depois de o Everton ter aceitado uma proposta do Nottingham Forest, alegadamente no valor de 40 milhões de libras, pelo jovem médio promissor Harrison Armstrong. A transferência acabou por ser cancelada após a reação negativa dos adeptos.
Surgiram novas preocupações depois de o avançado Beto ter saído para a Fiorentina sem que o Everton conseguisse garantir imediatamente um substituto. O fracasso na contratação de outro avançado deixou o clube fortemente dependente do ponta de lança francês Thierno Barry, de 23 anos, aumentando as dúvidas sobre a profundidade do plantel e a estratégia de recrutamento.
Estes acontecimentos contribuíram para uma crescente incerteza entre os adeptos quanto à disposição dos proprietários para investir o suficiente no reforço da equipa. O anúncio de que está a ser considerada uma possível venda abre agora a possibilidade de uma mudança de rumo, embora ainda não tenha sido confirmado qualquer novo proprietário.
Apesar de estarem a estudar uma possível venda, o TFG garantiu que o seu compromisso com o Everton não será alterado durante o processo. O grupo afirma que pretende manter o apoio necessário para ajudar a equipa a alcançar o sucesso dentro de campo, continuando também a contribuir positivamente para as comunidades associadas ao clube.
Os proprietários deixaram igualmente claro que qualquer potencial comprador terá de demonstrar capacidade para conduzir o Everton a um futuro sustentável e bem-sucedido. A prioridade declarada é encontrar responsáveis adequados para assumir o controlo do clube, preservar os progressos alcançados até ao momento e consolidar as bases estabelecidas desde a aquisição.
Para os adeptos do Everton, a próxima fase será acompanhada de perto, enquanto aguardam esclarecimentos sobre a propriedade do clube, os futuros investimentos e a política de transferências. Embora a análise de uma possível venda não garanta uma mudança imediata de controlo, poderá assinalar um momento decisivo para o clube de Merseyside.
O processo continua em curso, e o TFG indicou que tanto o grupo como o Everton não farão mais comentários públicos enquanto a análise estiver a decorrer.
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