O proprietário do Nottingham Forest, Evangelos Marinakis, entrou com uma ação por difamação contra o Crystal Palace depois que torcedores exibiram uma faixa provocativa direcionada a ele durante uma partida da Premier League.
Os advogados de Marinakis apresentaram o processo na Alta Corte na segunda-feira, citando o Crystal Palace e indivíduos ainda não identificados como réus. A ação está relacionada a uma faixa exibida no Selhurst Park durante o empate por 1 a 1 entre Crystal Palace e Nottingham Forest, em agosto de 2025.
A faixa mostrava Marinakis aparentemente apontando uma arma para a cabeça do meio-campista do Forest, Morgan Gibbs-White. O material também continha referências sarcásticas a alegações envolvendo chantagem, manipulação de resultados, tráfico de drogas e corrupção. Marinakis negou repetidamente qualquer irregularidade relacionada a essas acusações.
O incidente já havia sido alvo de medidas disciplinares por parte da Federação Inglesa de Futebol. O Crystal Palace foi inicialmente acusado em novembro de 2025 devido ao comportamento de seus torcedores e acabou sendo multado em 50 mil libras em fevereiro de 2026, depois que uma comissão independente considerou a acusação comprovada.
A Federação Inglesa afirmou que o clube não havia conseguido garantir que seus torcedores não adotassem comportamentos impróprios, ofensivos, abusivos, insultuosos ou provocativos. O Palace havia negado qualquer irregularidade antes de a comissão confirmar o caso.
A faixa surgiu durante um período de relações particularmente tensas entre Crystal Palace e Nottingham Forest. O Palace havia sido retirado da Liga Europa devido às regras da UEFA sobre propriedade de múltiplos clubes, permitindo que o Forest ocupasse seu lugar na competição.
Gibbs-White também estava no centro de uma importante história de transferência naquele período. O Tottenham Hotspur parecia ter acionado uma cláusula de rescisão avaliada em 60 milhões de libras, mas o jogador da seleção inglesa acabou permanecendo no Forest e posteriormente assinou um novo contrato com o clube.
Marinakis agora busca reparação judicial pela faixa, argumentando que seu conteúdo era difamatório. Nem o Crystal Palace nem os representantes legais de Marinakis fizeram comentários públicos detalhados sobre o processo mais recente.
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