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A hegemonia europeia mantém-se apesar da expansão do Mundial para 48 seleções

Posted : 09 July 2026

 

A expansão do Campeonato do Mundo da FIFA de 32 para 48 seleções foi concebida para oferecer mais oportunidades às equipas de África, da Ásia e de outras regiões de competirem no maior palco do futebol mundial. Embora o novo formato tenha proporcionado maior diversidade durante a fase de grupos, o alinhamento dos quartos de final voltou a evidenciar a força do futebol europeu, com seis das oito seleções ainda em prova provenientes do continente.

França, Espanha, Bélgica, Inglaterra, Noruega e Suíça continuam na corrida pelo título, juntamente com a campeã em título Argentina e Marrocos, o único representante africano nesta fase. Caso as seleções europeias mantenham o seu bom momento, o torneio poderá voltar a apresentar umas meias-finais totalmente europeias, tal como aconteceu em 2018, apesar da redução proporcional das vagas da Europa na competição alargada.

O futebol europeu continua a beneficiar de ligas de classe mundial, academias de formação de excelência e recursos financeiros significativos que atraem e desenvolvem muitos dos melhores jogadores do planeta. Essas vantagens também beneficiam atletas de outros continentes, já que muitos dos principais internacionais aperfeiçoam o seu talento nos clubes europeus antes de representarem os seus países.

Marrocos continua a ser a principal história de sucesso fora da Europa. Os Leões do Atlas combinaram talentos formados na Academia Mohammed VI de Futebol com jogadores desenvolvidos nas academias europeias, criando uma equipa capaz de competir com as maiores potências do futebol mundial. O selecionador Mohamed Ouahbi acredita que a equipa continuou a evoluir desde a histórica presença nas meias-finais do Mundial de 2022 e mostra-se confiante de que poderá superar a França e alcançar novamente o grupo das quatro melhores seleções.

A Argentina também demonstra o caráter global do futebol. Embora a maioria do plantel tenha nascido no país, muitos jogadores — incluindo o capitão Lionel Messi — mudaram-se cedo para a Europa para evoluírem em clubes de elite antes de se tornarem estrelas internacionais. Já o Brasil prolongou as suas dificuldades frente às seleções europeias nas fases a eliminar do Campeonato do Mundo, ao ser eliminado nos oitavos de final, apesar da nomeação do treinador italiano Carlo Ancelotti.

Noutro cenário, os Estados Unidos não conseguiram aproveitar o fator casa depois de sofrerem uma pesada derrota frente à Bélgica nos oitavos de final, enquanto a Ásia, representada por um recorde de nove seleções, viu apenas duas equipas ultrapassarem a fase de grupos. A Suíça, por sua vez, continua a demonstrar as vantagens de competir regularmente contra as melhores seleções europeias e prepara-se para enfrentar a Argentina nos quartos de final confiante de que poderá protagonizar mais uma surpresa.

 

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