A Federação de Futebol das Comores retirou sua seleção Sub-23 das eliminatórias para a Copa Africana de Nações Sub-23 de 2027. A decisão acontece apenas algumas semanas depois de a federação confirmar sua participação e participar do sorteio oficial das eliminatórias no Cairo.
As Comores foram sorteadas contra Madagascar na primeira rodada da competição de qualificação. Os confrontos da primeira rodada estavam programados para setembro e outubro, mas a desistência significa que o encontro planejado entre as duas equipes não acontecerá mais.
A seleção Sub-23 de Madagascar avançará, portanto, para a segunda rodada sem disputar o confronto da primeira rodada. Os Barea enfrentarão a África do Sul na próxima fase, com os jogos da segunda rodada programados para novembro de 2026.
As dificuldades financeiras são apontadas como a razão por trás da decisão das Comores. Relatos indicam que a federação vem enfrentando sérios problemas orçamentários, enquanto seu presidente, Said Ali Said Athouman, já falou publicamente sobre a falta de patrocinadores e a pressão financeira enfrentada pela administração do futebol do país.
Athouman já havia destacado os desafios de financiar o futebol nas Comores. Ele disse que a federação não tinha patrocinadores e questionou como pequenas nações do futebol poderiam competir com países mais bem financiados, que possuem maiores recursos para o desenvolvimento de jogadores, infraestrutura e equipamentos.
A desistência ocorre em uma etapa importante do ciclo de qualificação. Um total de 42 nações estava inicialmente envolvido na disputa pelas sete vagas disponíveis na fase final da CAN Sub-23 de 2027, com o Egito, país-sede, já tendo uma vaga garantida.
O torneio de 2027 também terá grande importância olímpica. A competição faz parte do caminho de qualificação da África para o torneio de futebol masculino dos Jogos Olímpicos de 2028, em Los Angeles, tornando o avanço pelas eliminatórias particularmente importante para as nações participantes.
A desistência das Comores é mais um revés para uma federação que reconheceu abertamente as limitações financeiras que afetam suas operações no futebol. A decisão também muda o caminho de qualificação de Madagascar, que agora avança sem precisar disputar os confrontos da primeira rodada que estavam programados.
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