Uma vitória permitirá à Nigéria tornar-se a primeira nação africana a conquistar títulos do Campeonato do Mundo da FIFA nas categorias masculinas e femininas de Sub-17.
A equipa orientada por Hakeem Busari começou a competição com uma derrota por 2-1 frente à Polónia, mas recuperou rapidamente, vencendo Porto Rico antes de surpreender a campeã em título, a Coreia do Norte, por 3-1.
As Flamingos continuaram a sua caminhada ao derrotarem o México por 2-1 nos oitavos de final, antes de ultrapassarem a Venezuela nos quartos de final. Na meia-final, protagonizaram uma exibição convincente diante do Brasil, vencendo por 3-1 e garantindo um lugar na decisão.
Frente às brasileiras, a Nigéria registou 30 remates à baliza, demonstrando a sua capacidade ofensiva. O Brasil ainda conseguiu marcar um golo de consolação nos minutos finais, mas não evitou a eliminação.
Um dos aspectos mais impressionantes da campanha nigeriana tem sido a distribuição dos golos. Oito jogadoras diferentes contribuíram para os 12 golos da equipa no torneio, evidenciando a variedade de opções ofensivas à disposição de Busari.
Oluebube Umejiaku lidera a lista de melhores marcadoras da Nigéria, com três golos, enquanto Awawu Bashiru e Oluwakemi Adegbuyi marcaram dois cada. Kanyinsola Yusuf, Queen Joseph, Mary Dunstan, Precious Oscar e a capitã Azeezat Oduntan contribuíram com um golo cada.
Oduntan assumiu a braçadeira de capitã depois de a avançada Harmony Chidi ter sido colocada no banco. A capitã também teve um papel decisivo nos quartos de final, ao converter uma grande penalidade crucial frente à Venezuela.
Bashiru foi outra das figuras em destaque na meia-final contra o Brasil. A jogadora tinha somado apenas 73 minutos como suplente antes desse encontro, mas aproveitou a oportunidade quando foi integrada no onze inicial, marcando dois golos na vitória por 3-1.
O Japão, adversário da Nigéria na final, também teve de superar um desafio difícil para chegar à decisão. As Little Nadeshiko empataram 1-1 com a Coreia do Sul nas meias-finais, depois de um autogolo de Won Sol-gyong nos minutos finais, e acabaram por garantir a qualificação através do desempate por grandes penalidades.
O Japão é a selecção com mais golos marcados na história da competição, com um total de 150 desde a edição inaugural, em 2008. A equipa japonesa vai disputar a sua quarta final, depois de ter conquistado o título em 2014, com uma vitória por 2-0 sobre a Espanha, na Costa Rica. Também terminou como vice-campeã em 2010 e 2016.
O Japão e a Nova Zelândia são as únicas selecções que participaram em todas as edições do torneio.
A Nigéria, por sua vez, soma 115 golos na história do Mundial Feminino de Sub-17. A equipa falhou a edição de 2018, disputada no Uruguai, depois de ser eliminada pelos Camarões devido à regra dos golos marcados fora.
Nesta edição, as Flamingos já registaram 113 remates à baliza, um indicador da sua capacidade para criar oportunidades e pressionar as defesas adversárias.
O secretário-geral interino da Federação Nigeriana de Futebol (NFF), Dr. Emmanuel Ikpeme, manifestou confiança na capacidade da equipa para conquistar o troféu diante do Japão.
«A NFF acredita na capacidade das Flamingos para fazerem os nigerianos sorrir de alegria no sábado. Se o Brasil não conseguiu pará-las, não vejo o Japão a conseguir fazê-lo. Este é, sem dúvida, o ano das Flamingos e o ano em que a Nigéria voltará a celebrar um título mundial», afirmou.
Uma delegação do Governo Federal da Nigéria deverá também deslocar-se a Rabat para acompanhar a final. A comitiva será liderada pelo presidente da Comissão Nacional do Desporto, Shehu Dikko, e incluirá o director-geral da NSC, Bukola Olopade, bem como o director-geral do Serviço de Alfândegas da Nigéria, CG Adewale Adeniyi.
Para as Flamingos, a final representa uma oportunidade de conquistar o primeiro título mundial feminino de Sub-17 da Nigéria e alcançar um marco histórico para o futebol africano. Depois de eliminarem adversárias de peso, como o Brasil e a Coreia do Norte, as nigerianas estão agora a um jogo de transformar uma campanha memorável numa conquista histórica.
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