O clube, que conquistou sua vaga na elite ao assumir a posição do Imo Strikers Queens, enfrenta turbulência interna após relatos de salários, bônus e auxílios não pagos por mais de quatro meses. O que deveria ser um avanço na carreira de muitas jogadoras se tornou uma luta diária pela sobrevivência.
Uma jogadora, que preferiu permanecer anônima, descreveu as duras condições no acampamento, revelando que apenas algumas receberam um pagamento simbólico de ₦60.000 desde o início da temporada — um valor muito abaixo do necessário para cobrir despesas básicas diante dos desafios econômicos atuais. Ela acrescentou que algumas jogadoras agora dependem do apoio dos fãs apenas para se manterem.
“Viemos aqui acreditando que isso melhoraria nossas carreiras e nossas vidas, mas a realidade é bem diferente. Algumas de nós estamos lutando para nos alimentar, e o pouco dinheiro enviado em janeiro não cobre as dívidas que acumulamos ao longo dos meses”, disse ela.
A jogadora explicou ainda que muitas integrantes da equipe tinham estruturas salariais mais estáveis em seus clubes anteriores, mas foram atraídas para o Osun Babes com promessas de melhores condições — promessas que ainda não se concretizaram.
“Fomos asseguradas de que as coisas melhorariam em janeiro, mas apenas ₦60.000 foram pagos a algumas de nós. É desanimador, e nos sentimos abandonadas”, acrescentou.
A situação não afeta apenas o moral da equipe, mas agora ameaça a participação do clube nos próximos jogos da NWFL, já que as jogadoras insistem que podem se recusar a jogar até que os pagamentos pendentes sejam regularizados.
Com a temporada da NWFL em andamento, a atenção se volta para a gestão do Osun Babes e o governo do Estado de Osun para uma intervenção urgente, a fim de resolver a crise e garantir o bem-estar das jogadoras.
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