O calendário da NBA apresentou uma mistura de tensão e autoridade, com vários jogos decididos nos minutos finais e outros resolvidos bem antes do estouro do cronómetro. Do sangue-frio de Toronto frente a Oklahoma City à exibição implacável dos Clippers contra o Brooklyn, a noite evidenciou tanto a intensidade de playoffs quanto as diferenças de forma que se alargam pela liga.
Em Toronto, os Raptors venceram por margem mínima o Oklahoma City Thunder num duelo equilibrado, decidido mais pela execução do que pelo brilho individual. Immanuel Quickley foi decisivo ao converter arremessos importantes no fim, enquanto Scottie Barnes encheu a ficha estatística com a sua influência em todas as áreas. Do lado do Thunder, Shai Gilgeous-Alexander voltou a liderar a pontuação, mas Oklahoma City teve dificuldades para encontrar soluções quando o jogo apertou no quarto período.
Os New Orleans Pelicans apresentaram uma atuação madura fora de casa para superar o San Antonio Spurs, apostando no equilíbrio e na fisicalidade após o intervalo. Zion Williamson comandou o ataque com infiltrações fortes e finalizações eficientes, apoiado por contribuições consistentes de todo o elenco. Victor Wembanyama lutou nos ressaltos pelo San Antonio, mas o controle dos momentos-chave por parte de New Orleans impediu os Spurs de embalar.
A vitória do Miami Heat sobre o Phoenix Suns destacou-se tanto pela resiliência quanto pelo resultado. Enfrentando desgaste e desafios de viagem, o Heat manteve a disciplina e abriu vantagem gradualmente no segundo tempo. A presença de Bam Adebayo no garrafão deu o tom, enquanto pontos oportunos do elenco de apoio mantiveram os Suns — já desfalcados — à distância, apesar de breves reações.
Na Costa Oeste, o Los Angeles Clippers protagonizou a atuação mais dominante da noite, atropelando o Brooklyn Nets com um basquete intenso nos dois lados da quadra. Kawhi Leonard liderou um ataque afiado e eficiente, enquanto a pressão defensiva expôs a falta de coesão do Brooklyn. Para os Nets, a derrota pesada prolonga uma sequência preocupante e aumenta as interrogações à medida que a trade deadline se aproxima.
Com a temporada regular a avançar para a sua fase decisiva, noites como esta sublinham as margens mínimas que separam os verdadeiros candidatos do pelotão perseguidor. Vitórias apertadas continuam a moldar a corrida pelos playoffs, enquanto derrotas expressivas levantam questões difíceis para equipas que ainda procuram consistência.
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