As D’Tigress da Nigéria buscarão reanimar sua campanha na Copa do Mundo de Basquete Feminino da FIBA 2026 quando enfrentarem a Hungria, após a derrota por 81-99 para a Coreia do Sul na partida de abertura do Grupo B, em Berlim, Alemanha.
As campeãs africanas pagaram caro pelos lapsos defensivos contra uma bem organizada equipe sul-coreana, que movimentou a bola com eficiência e converteu suas oportunidades de pontuação com impressionante eficiência.
A Coreia do Sul registrou 32 assistências, enquanto teve aproveitamento de 54% nos arremessos de dois pontos e 50% nos arremessos de três pontos, números que destacaram as dificuldades da Nigéria para conter suas adversárias.
A capitã das D’Tigress, Amy Okonkwo, reconheceu a dificuldade de lidar com a movimentação e os arremessos da Coreia do Sul, mas insistiu que a derrota não afetará a confiança da equipe.
“Hoje foi um jogo difícil. A Coreia do Sul é uma equipe realmente boa. Elas movimentam muito a bola, arremessam muito e hoje simplesmente não conseguimos pará-las nesse aspecto”, disse Okonkwo.
A técnica principal Rena Wakama também identificou a defesa como a principal área que precisa de melhora imediata, ao mesmo tempo em que demonstrou confiança de que suas jogadoras podem reagir contra a Hungria.
“Sabíamos que nosso desafio hoje seria defensivo. Mas vamos reagir. Não estou preocupada de forma alguma. Sei quem tenho no meu vestiário e sei que temos o suficiente”, disse Wakama.
A preocupação da técnica vai além de simplesmente vencer o próximo jogo, já que ela destacou a importância de cada posse de bola e da diferença de pontos em um torneio em que a classificação final do grupo pode ser influenciada pelo saldo de pontos.
As D’Tigress, portanto, precisarão combinar maior disciplina defensiva com melhor comunicação e eficiência nas duas extremidades da quadra quando enfrentarem a Hungria.
Wakama disse que o desempenho da Coreia do Sul não foi inesperado, pois já havia enfrentado a equipe asiática anteriormente e observado sua preparação. Ela as descreveu como disciplinadas e altamente conectadas, qualidades que a Nigéria teve dificuldade para igualar durante longos períodos.
Para Okonkwo, no entanto, o revés da primeira rodada é apenas um capítulo do torneio, com a capitã encontrando confiança na impressionante participação da Nigéria nos Jogos Olímpicos de Paris 2024.
“Acredito nesta equipe com todo o meu coração. Acho que em 2024 aquilo foi apenas um vislumbre do que somos capazes de fazer. Acho que não há limites para nós”, disse ela.
A capitã nigeriana acrescentou que a equipe continua unida e pronta para lutar por uma resposta positiva em sua próxima partida.
O confronto contra a Hungria, consequentemente, ganha maior importância para as campeãs africanas, que estarão determinadas a evitar outro início lento e colocar seus primeiros pontos no placar.
Com a derrota de abertura agora para trás, as comandadas de Wakama precisam corrigir rapidamente suas deficiências defensivas, mantendo ao mesmo tempo a confiança e o espírito de luta que têm caracterizado suas recentes campanhas internacionais de alto nível.
Para as D’Tigress, a partida oferece uma oportunidade imediata de demonstrar que a derrota para a Coreia do Sul foi apenas um revés, e não uma derrota que definirá sua campanha na Copa do Mundo.
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