O norueguês Karsten Warholm fará um retorno emocionante ao Estádio de Londres neste sábado para disputar a etapa da Diamond League, na mesma pista onde conquistou seu primeiro título mundial dos 400 metros com barreiras em 2017. A vitória marcou o início de sua ascensão no atletismo mundial, e Warholm admite que as lembranças daquela comemoração inesquecível continuam entre os momentos mais marcantes de sua carreira.
Na época com apenas 21 anos, Warholm surpreendeu os favoritos ao conquistar a medalha de ouro no Campeonato Mundial. Após a vitória, comemorou reproduzindo a famosa obra O Grito, de Edvard Munch, e completou uma volta olímpica usando um capacete de viking. Embora essa celebração tenha se tornado um dos momentos mais icônicos do atletismo, o norueguês afirma que dificilmente repetirá a cena, destacando que aquela foi a noite em que realmente acreditou que poderia se tornar campeão.
Desde aquela conquista, Warholm construiu uma das carreiras mais vitoriosas do atletismo. O norueguês conquistou três títulos mundiais, venceu a medalha de ouro nos Jogos Olímpicos de Tóquio, estabelecendo o recorde mundial dos 400 metros com barreiras, acrescentou a medalha de prata nos Jogos Olímpicos de Paris e acumulou diversos títulos europeus, consolidando-se como um dos maiores especialistas da história da prova.
Apesar de todas as conquistas, o atleta de 30 anos garante que sua motivação continua tão forte quanto sempre. Warholm revelou que o pensamento sobre a vida após o atletismo serve como incentivo para continuar evoluindo, destacando que permanecer entre os melhores exige dedicação permanente, independentemente da idade ou dos títulos já conquistados.
A temporada de 2026 apresentou alguns desafios, com Warholm terminando em segundo lugar em diversas provas, incluindo derrotas para o brasileiro Alison dos Santos. Agora, ele espera que a competição em Londres lhe dê o impulso necessário antes do Campeonato Europeu, que será disputado no próximo mês, em Birmingham, onde buscará mais um grande título.
Warholm também descartou seguir o exemplo da holandesa Femke Bol e migrar para os 800 metros, brincando que essa mudança estaria muito além de sua zona de conforto. Seu foco permanece totalmente voltado para recuperar o melhor desempenho nos 400 metros com barreiras, justamente na pista onde sua extraordinária trajetória começou.
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