Kipyegon terminou na terceira posição da milha feminina no Prefontaine Classic, em Eugene, na semana passada, um resultado que, segundo explicou, refletiu as limitações físicas que ainda enfrenta e não uma quebra inesperada de rendimento. A atleta de 32 anos destacou que competir sem estar a 100% dificulta enfrentar as melhores corredoras do mundo, mas sublinhou que as derrotas fazem parte do desporto de alto rendimento e podem servir como importantes oportunidades de aprendizagem.
A tetracampeã mundial dos 1.500 metros revelou ainda que a sua confiança está a regressar gradualmente à medida que o processo de reabilitação avança. Embora admita que ainda não atingiu a forma física ideal, acredita que o Mónaco representa o palco perfeito para recuperar o ritmo competitivo numa pista onde já viveu grandes momentos, incluindo o recorde mundial da milha feminina estabelecido em 2023.
Mais do que pensar apenas na vitória, Kipyegon encara a corrida no Mónaco como mais um passo importante rumo ao regresso ao seu melhor nível. A queniana pretende abordar a competição com paciência, correr de forma natural e continuar a evoluir fisicamente antes da segunda metade da época.
Sem Campeonatos do Mundo nem Jogos Olímpicos no calendário deste ano, Kipyegon definiu como principal objetivo o World Athletics Ultimate Championship, que se realizará em Budapeste, em setembro. A sua meta é chegar ao evento de encerramento da temporada totalmente recuperada e preparada para voltar a apresentar as exibições que a consagraram como uma das maiores corredoras de meio-fundo da história.
ADD A COMMENT :